REFLEXÃO A PARTIR DE UMA MORTE

A comoção causada pela morte de Domingos Montagner, invocou, creio eu, quase infinitas análises e a expressão de impensáveis pontos de vista.

A estrela maior nessa comoção, a morte. Definitivamente parece não bastar que pensemos afinal de contas, a morte faz parte da vida. Então muitas perguntas me vieram à mente, depois de uma noite mal dormida.

Por quais razões, fomos tão tocados por esse acontecimento? Também não vale mais uma vez culpar a Rede Globo de ou por alguma coisa.

De repente, por causa do Brasil inteiro se encontrar tão comovido, me vem à mente que há tantos meses temos vivido mortes de esperanças, de credibilidade, de boas e verdadeiras propostas para o bem comum, de ética, de honradez, de coerências, de verdades e de atos sinceros, tanto e tanto que quase chegamos à morte da nossa própria fé nos seres humanos.

Eis que, com ânsia extrema nos agarramos frente a surpresa da vida com uma morte trágica, nos proporcionando um script realista para um ator completo e maduro, saído de um picadeiro, interpretar como se fosse representação, uma cena real.

Tal acontecimento parece nos querer fazer enxergar que a vida assim dada a nós, alerta para o fato de que nenhum ser humano, em algum momento, poderá fugir de viver a cena definitiva.

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